Explicações de Matemática
por Carlos Paulo A. Freitas
terça-feira, 26 de maio de 2015
Mitos e Lendas (I)
Por vezes a conversar com alunos em explicações, perguntam-me se o que tenho no meu site é verdade, se acabei mesmo o secundário com 20 a Matemática. Sim, é verdade. E a Física também...
No entanto, em explicações não são as minhas notas nem as minhas glórias do passado que valem, até porque garanto que tive a minha dose de insucessos, com os quais também aprendi muito.
Em explicações penso que é mais útil avaliarem a minha capacidade de contribuir para o sucesso das pessoas que me procuram. Em vez de ter uma página com testemunhos... penso que deve ser mais útil as pessoas falarem com actuais e antigos explicandos meus.
Não comecei nisto propriamente "por gosto". Na verdade, consegui 20 a Matemática sem explicações e cheguei a passar, por vezes com excelentes notas algumas disciplinas no (ensino) superior indo a muito poucas aulas, e , mais uma vez, sem explicações (recorde-se que a minha saúde traíu-me algumas vezes) .
Portanto, cheguei a olhar para "explicações" como uma espécie de "prostituição".
De repente, no final do secundário começaram a aparecer pedidos. Durante a licenciatura cheguei a dar explicações à borla nos meus tempos livres, por forma a evitar conflitos com alguns contratos que eu tinha assinado, e porque tinha curiosidade em perceber o que levava as pessoas a procurar a explicações.[Note-se que o que partilho neste blog, é à borla...]
Há um pouco de tudo. Desde o aluno que não tem bases ao aluno que não sabe estudar, ou o aluno que não está preparado para um professor mais exigente.
A necessidade de explicações vem de não termos um sistema de ensino perfeito, e de os professores serem apenas humanos.
No caso do ensino superior, faz-me alguma impressão a incapacidade de alguns alunos que não fazem outra coisa na vida, se dedicarem ao estudo!
Há mesmo deles que vão às aulas, vão à explicação, e NUNCA estudam sozinhos!
Bem, eu não dou "aulas", nem dou soluções rápidas. Tento corrigir maus hábitos, e sim, tenho mesmo de contribuir com parte dos meus conhecimentos matemáticos, e por vezes com algum software para as calculadoras que pode servir de auxiliar no estudo ou para confirmar soluções (Não há milagres, nem software que resolva passo por passo porque assim não se corrigem os maus hábitos...).
Trabalho sempre com grupos pequenos (o que me leva a ter alguns preços inflacionados em certas situações)
Quem me conhece sabe que não tenho nem nunca tive interesse em dar aulas (isso, duvido que mude)
O meu interesse é mais "trabalhar em Matemática". Mas tendo em conta a "qualidade humana" de alguns matemáticos com quem já trabalhei passei a ser um pouco selectivo. Mas também já tive de recusar ofertas por aparecerem na altura errada, ou por exigirem que eu tenha deslocações em que as despesas não compensam o lucro, nem o esforço...
Nesta fase da vida, quero lá saber se vai me abrir ou fechar portas. Sem bom ambiente, o projecto não me interessa, e a monotonia, também não.
Mitos e lendas sobre mim... pá... eu sou apenas humano!
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Prime numbers are all around us
Acabei de partilhar, na secção de arquivos:
Tabela de números primos entre 1 e 10 000
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Em preparação
Como viram na última foto que partilhei neste momento estão a ser escritas aplicações oficiais cpmath-explicações para a família de calculadoras CASIO-fx-9860G.
Está prevista uma versão para as CASIO Fx-CG10 e CG20. No entanto, como a CASIO não lançou um SDK oficial para nenhum destes modelos, terei de recorrer a ferramentas desenvolvidas por terceiros...
As aplicações serão exclusivas para os meus explicandos, portanto, não as verão disponíveis para download.
Naturalmente estão a ser tomadas medidas para combater a pirataria.
Mais tarde farei conversões para calculadoras Texas-Instruments.
O motivo para a conversão ser feita mais tarde é o de neste momento nenhuma das minhas calculadoras Texas estar a funcionar...
Está prevista uma versão para as CASIO Fx-CG10 e CG20. No entanto, como a CASIO não lançou um SDK oficial para nenhum destes modelos, terei de recorrer a ferramentas desenvolvidas por terceiros...
As aplicações serão exclusivas para os meus explicandos, portanto, não as verão disponíveis para download.
Naturalmente estão a ser tomadas medidas para combater a pirataria.
Mais tarde farei conversões para calculadoras Texas-Instruments.
O motivo para a conversão ser feita mais tarde é o de neste momento nenhuma das minhas calculadoras Texas estar a funcionar...
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Um esclarecimento...
Aos encarregados de educação e respectivos educandos que trabalharam comigo no projecto Gavela de Saberes entre Setembro e Dezembro de 2014.
Em Agosto de 2014 na reunião onde se discutiam as condições do projecto para o ano lectivo 2014/2015 apresentei os meus preços para o ensino secundário, que eram dos mais baixos praticados na Madeira, e também coincidiam com os praticados com vários outros colegas, como por exemplo, o (ainda) desaparecido Ricado Alho, com quem já tinha algumas combinadas.
Foi-me dito na cara que esse preço ninguém ia pagar e reduziram 20% no preço.
Para minha surpresa, nenhum dos meus colegas protestou.
Eu não sei eles, mas eu conheço o "mercado" de explicações de Matemática há pelo menos duas décadas.
Se tivermos em conta que desse preço reduzido ainda saem os honorários da instituição e a contribuição para a Segurança Social, a margem de lucro é irrisória, chegando mesmo a dar-me prejuízo, pois o ano tem 12 meses e o projecto apenas funciona de meados de Setembro a Junho!
Comparando com as minhas simulações e experiências anteriores de um projecto "a solo", onde incluía todas as despesas inerentes, o projecto estava em desvantagem.
Moral da história: trabalhar sozinho podia ser mau, mas era muito mais lucrativo.
Apresentei a situação e no fundo obriguei-os a rever os preços, mesmo depois de terem publicado cartazes (!).
Tentaram chantagear-me: só mexiam nos preços se eu continuasse lá todo o ano lectivo.
Não lhes dei essa garantia e dei-lhes um horário limitado, ocupando o resto do meu horário com outros projectos, (pois caso contrário não conseguiria pagar as minhas despesas!).
O projecto sofria de sérios problemas de organização. Algumas vezes tive de mudar de sala à última da hora, mas por três vezes fui "expulso" da sala onde eu estava a trabalhar com alunos.
A última vez, em Dezembro, mesmo por alguém associado ao projecto!
Ora, juntaram-se alguns problemas pessoais, e tomei a decisão de abandonar a gavela.
Comuniquei primeiro aos alunos, e depois, quando entreguei o livro de sumários, comuniquei à instituição.
( Seria irresponsável continuar a trabalhar nestas condições!)
Vários encarregados de educação contactaram-me. Para os que foi possível, continuei com os alunos.
Para os outros, sugeri que esperassem pela solução que a gavela arranjaria.
Explicações low-cost têm sérios problemas.
É necessário respeitar os profissionais, e ter em conta que na verdade, embora todos sejamos substituíveis, todos somos "únicos", e no meu caso, a Matemática faz uma grande parte de quem eu sou, tornando-me apto a trabalhar com pessoas dos vários graus de ensino, e mesmo em projectos bem afastados do ensino.
Com explicações low-cost, eu exijo que o aluno já venha preparado para trabalhar e não para ter explicações porque o encarregado de educação quer. Não me cabe a mim chatear-me com o aluno.
E ali, eu tive de me chatear várias vezes...
Portanto, voltei a trabalhar "sozinho", e tive uma grande taxa de sucesso.
Continuarei em Setembro com uma sala no centro do Funchal.
Em Agosto de 2014 na reunião onde se discutiam as condições do projecto para o ano lectivo 2014/2015 apresentei os meus preços para o ensino secundário, que eram dos mais baixos praticados na Madeira, e também coincidiam com os praticados com vários outros colegas, como por exemplo, o (ainda) desaparecido Ricado Alho, com quem já tinha algumas combinadas.
Foi-me dito na cara que esse preço ninguém ia pagar e reduziram 20% no preço.
Para minha surpresa, nenhum dos meus colegas protestou.
Eu não sei eles, mas eu conheço o "mercado" de explicações de Matemática há pelo menos duas décadas.
Se tivermos em conta que desse preço reduzido ainda saem os honorários da instituição e a contribuição para a Segurança Social, a margem de lucro é irrisória, chegando mesmo a dar-me prejuízo, pois o ano tem 12 meses e o projecto apenas funciona de meados de Setembro a Junho!
Comparando com as minhas simulações e experiências anteriores de um projecto "a solo", onde incluía todas as despesas inerentes, o projecto estava em desvantagem.
Moral da história: trabalhar sozinho podia ser mau, mas era muito mais lucrativo.
Apresentei a situação e no fundo obriguei-os a rever os preços, mesmo depois de terem publicado cartazes (!).
Tentaram chantagear-me: só mexiam nos preços se eu continuasse lá todo o ano lectivo.
Não lhes dei essa garantia e dei-lhes um horário limitado, ocupando o resto do meu horário com outros projectos, (pois caso contrário não conseguiria pagar as minhas despesas!).
O projecto sofria de sérios problemas de organização. Algumas vezes tive de mudar de sala à última da hora, mas por três vezes fui "expulso" da sala onde eu estava a trabalhar com alunos.
A última vez, em Dezembro, mesmo por alguém associado ao projecto!
Ora, juntaram-se alguns problemas pessoais, e tomei a decisão de abandonar a gavela.
Comuniquei primeiro aos alunos, e depois, quando entreguei o livro de sumários, comuniquei à instituição.
( Seria irresponsável continuar a trabalhar nestas condições!)
Vários encarregados de educação contactaram-me. Para os que foi possível, continuei com os alunos.
Para os outros, sugeri que esperassem pela solução que a gavela arranjaria.
Explicações low-cost têm sérios problemas.
É necessário respeitar os profissionais, e ter em conta que na verdade, embora todos sejamos substituíveis, todos somos "únicos", e no meu caso, a Matemática faz uma grande parte de quem eu sou, tornando-me apto a trabalhar com pessoas dos vários graus de ensino, e mesmo em projectos bem afastados do ensino.
Com explicações low-cost, eu exijo que o aluno já venha preparado para trabalhar e não para ter explicações porque o encarregado de educação quer. Não me cabe a mim chatear-me com o aluno.
E ali, eu tive de me chatear várias vezes...
Portanto, voltei a trabalhar "sozinho", e tive uma grande taxa de sucesso.
Continuarei em Setembro com uma sala no centro do Funchal.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
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