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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Uma história de duas partes: Explicações 2020/2021; 2021/2022... e futuras

2019/2020 foi um ano lectivo muito didático. Comecei o ano com um mês de baixa médica.
Alguns alunos optaram por abandonar-me por outros terrenos. Mas as coisas não ficaram por aí. Quando começava a ter um número aceitável de explicandos, veio a pandemia Covid-19.

Dado o meu historial médico e percebendo que o assunto era mais sério do que algumas nulidades queriam dar a entender, comecei a investigar plataformas online.
Rapidamente percebi que os meus recursos informáticos não eram suficientes.
Um computador de trabalho está longe de ser o ideal para explicações online.

Quando me preparava para comprar material online (não havia nas lojas físicas da vizinhança, eu investiguei), percebi que perdi o acesso à minha conta bancária.
Eu estava sem cartão multibanco. Coisa que não usava desde 2011...
Liguei n vezes para o banco, até que percebi que tinha de lá ir pessoalmente, ao Funchal, porque o serviço telefónico era uma porcaria.

Ao tentar apanhar um autocarro, sou deparado com uma situação inédita por estas bandas. Só aceitavam bilhetes pré-comprados. Que nessa altura, não se vendiam em lado nenhum por aqui! Perguntei ao motorista onde é que eu poderia obter esses bilhetes e a resposta dele foi impagável: No Funchal!

[Conhecem aquela sensação de estarem a ser gozados?]

Plano B: Abrir uma conta noutro banco.
Não era possível. Porquê? Porque na primeira fase da pandemia decidiram que os bancos trabalhariam apenas em serviços mínimos. Abrir novas contas, não era um serviço mínimo.
Fui para casa testar os meus dotes de técnico de informática, e ao fim de alguns dias arranjei uma solução.
[isso envolveu instalar um Debian 9 no meu portátil de 2006 a partir de um leitor de mp3 de 2005] 


Depois de várias semanas (incluindo uma queixa no banco de Portugal que não deu em nada) consegui reaver acesso à minha conta bancária. Só que nesse preciso momento, o meu telemóvel morreu.
Ao tentar comprar outro online, deparei-me com outro entrave: eu tinha de fazer uma autenticação com... o meu telemóvel.
 Eu tiro o cartão SIM do meu telemóvel e deparo-me com outro cenário 'giro': O meu cartão não entra em nenhum dos telemóveis dos meus familiares.

Nesta altura olhei para os céus e perguntei: "Quem é que por esses lados me odeia? E porquê?"

A história tem mais alguns capítulos... Vou dispensar-vos deles e um dia publico.

 Assim que finalmente consegui dar explicações interruptamente online, foi um processo de aprendizagem, ensaio e erro...

Estive a dar explicações a alunos de todo o país e deparei-me com algumas infelicidades.

Enganar-se é normal e humano, mas...
Eu vi documentação fornecida aos alunos com erros científicos, e erros graves! E atenção, não foi no ensino secundário ou abaixo. Foi em material de ensino superior!

Isto é mau, porque isso põe-me a contradizer o que os professores dizem (isto é Matemática, não é assim tão difícil demonstrar/provar que certas afirmações são falsas, que estão erradas)
Algo mais grave é ver algo que eu escrevi numa explicação, copiado para o quadro de uma aula... pois eu provei que o professor estava errado a um aluno, o aluno apresentou a prova ao professor e o professor que supostamente dá a cadeira há anos, copia a prova linha por linha para o quadro.
Obviamente, o meu nome nem é mencionado.

Vi documentação plagiada: alguns "professores", mais uma vez de ensino superior, a sacar documentos da internet, a apagar os nomes dos autores e a dá-los aos alunos.

A apagar os nomes dos autores? É preciso ter lata e não ter vergonha na cara!

"Ensino Superior"? Com tamanha falta de consideração por autores? Isto faz-se a alunos que escolheram aquela instituição de ensino e aquele curso?
Pessoalmente, e graças ao meu percurso académico, eu estou bem farto da arrogância e prepotência destes tipos que pensam que podem tudo!

Da minha parte tomei uma decisão: Deixei de aceitar alunos destes professores.
E como tenho o hábito de procurar e investigar provas, sempre que eu receber pedidos de explicação de alunos desses professores, recusarei e deixarei exposto o nome numa "lista negra" neste blog.
Também há outro tipo de situações que deixei de aceitar ou inflacionei drasticamente os preços...
Só que dessas, eu falo noutra altura. 

[
Já agora, podem observar que nenhum comentário é publicado sem a minha aprovação.
Porquê?
Garanto que não foram críticas ao meu trabalho...
]


Carlos Paulo.
PS: Também há um motivo para eu não assinar com o meu sobrenome...

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Contactos/explicações.

Peço que não me liguem, nem me enviem mensagens/convites nas redes sociais...
Enviem-me um email, com a vossa disponibilidade horária e se quiserem, o vosso número para eu vos ligar/responder por email.
Ou usem a secção contacto ali ao lado - >

PS: (05/09/2019) Estou com problemas de saúde e estou de baixa até ao dia 5 de Outubro.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ossos do ofício

Copiado do blog CarlosPaulices no século XXI

Embora compreenda perfeitamente estas proporções...

...eu preciso de mais alunos!
Qualidade do meu trabalho? Podem consultar o blog


Se não têm conhecimentos suficientes para dar opiniões, partilho as de outros profissionais no meu facebook:


Autores de livros...

Ou programas de televisão/youtube


Já tenho uma longa e vasta experiência
Infelizmente, há umas coisas que não faço, nem vou fazer:
  • Substituir o professor da sala de aula.
  • Obrigar os explicandos a trabalhar. Se não querem trabalhar, sugiro que não procurem um explicador, mas pensem seriamente na vida, em vez de dizerem mal de professores e explicadores. Se por acaso alguém tentou dar má fama a mim ou ao meu trabalho... volte a ler este ponto (e certifique-se que tinham contas em dia).
  • Sobre preços:
    A minha formação não foi gratuita, foi-me bem cara! Até custou a minha saúde...
    Eu passo recibos! Estou colectado!
    Antes que pensem em dar-me calotes com a desculpa "ele recebe da escola" - Já tentaram!
    Neste momento não trabalho em escolas (nem estou interessado... mas já dei aulas no ensino superior)
    E como eu trabalho principalmente com grupos pequenos, em certas alturas do ano as contas conseguem ficar bem complicadas...
Se vens para trabalhar a sério, complementar o trabalho feito pelo teu professor, com boa disposição... sê bem vindo!


PS: Outras pessoas que queiram juntar o seu testemunho são igualmente bem vindas!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Rumo à anarquia: os alunos que não querem aprender nem deixam os outros aprender

Peço que leiam este artigo.
http://dererummundi.blogspot.pt/2014/03/o-colapso-da-escola.html
A situação não é nova... há mais de duas décadas, quando eu estava no 7º ano estava numa turma onde as diferenças de idades tinham valores anormalmente grandes. Tinha eu 11 anos e tinha um colega de 16 que usava os mais novos como alvos das suas patifarias... "bullying" como se diz hoje em dia.
Lembro-me que nas aulas de ciências e mesmo Matemática, era complicado aprender alguma coisa pois o idiota não deixava uma pessoa concentrar-se.
Era tão mau que lembro-me como se fosse hoje..
Fazer queixa dele era sinónimo de arranjar problemas nos intervalos. Lembro-me uma vez de ter tido uma luva de cabedal a tapar-me o nariz e a boca...e estar prestes a perder os sentidos e de ser salvo pelos contínuos.
Nem vou falar das aulas de educação física!
Lembro-me de fazer queixa à directora de turma, e de nada me valer, de ter sido a minha mãe apresentar a situação e a professora a dizer que não sabia de nada...
(Mas, vendo bem, o que esperar de uma professora de inglês que me corrigiu quando eu disse que o Astérix era gaulês? Para ela Astérix era galês, do país de Gales)
Felizmente no 8º ano, essas pessas já não estavam na turma.... Foram substituidas por outras de igual qualidade, mas de idades mais perto da minha... O problema não era (só) a idade! Mas no 9º, depois de 2 anos a pedir para ser colocado numa turma da parte da manhã, o meu pedido foi finalmente atendido, e tive um dos anos mais calmos e mais proveitosos.
  Mesmo sem tentar esquecer as "faltas colectivas" de castigo que nos marcava o professor de Matemática que não controlava os alunos...
De notar que mesmo naquelas condições, em cada ano lectivo acabei sempre com a nota máxima em Matemática...
Quantos potenciais bons alunos não estarão a ser estragados por situações deste tipo?

Nas explicações eu tenho armas que não existem na escola:
Posso expulsar um aluno por mau comportamento ou por se recusar a trabalhar.
Aliás, explicações não funcionam com alunos nestas condições: Perturbam quem quer e precisa delas!

Não se pense que são necessários grupos grandes para isto! Os meus grupos são bem pequenos e, principalmente nos 2ºs e 3º ciclo aparece sempre alguém que está mais interessado em perturbar do que em estudar.
Mesmo com um só aluno, por vezes acontece!
Por mais interessante que seja o assunto ou a forma como está a ser ensinado ou explicado.
Nesses dias mais vale o explicando/aluno ficar em casa...
"Se não te apetece trabalhar, porque é que não ficas em casa?"
"Porque o meu pai/minha mãe não quer.".
Ok, e o que é que eu tenho a ver com isso? Vou pagar eu e os outros explicandos com as nossas paciências?
Não! Contrariamente à escola, explicações não são obrigatórias. Aliás, pela própria definição de explicações, os alunos deviam ser voluntários, portanto, eu posso e dispenso mesmo explicandos desinteressados, sempre de forma justificada..

Por vezes até se nota que o explicando veio de uma sala onde o único interessado em trabalhar foi o professor.

Não me venham condenar o professor pela falta de educação dos filhos...
O professor não tem grandes ferramentas disciplinares, e sinceramente, "dar sermões" ou gritar com os alunos nada resolve e até pode ter uma capacidade detrimental na capacidade de aprendizagem nessa aula.

Em caso de explicações, se não quer ou não está interessado, fique em casa... volte quando e se quiser, e fundamentalmente não negue o direito a quem quer!

E certamente, tendo eu uma lista de espera de alunos em explicações, não sou eu que vou ter problemas em explulsar quem não está interessado...

Pena que os professores nem sempre tenham as armas que eu tenho...

Se é um dos meus explicandos: Sim... eu "dispenso" pessoas.